segunda-feira, 28 de outubro de 2013

...

Este mar
que se afunda nele mesmo
sem uma palavra
sem um sopro de ar
olhas para o nada e vês-mo
escrito na dor que em mim lavra
nos acordes da guitarra
na raiva da bateria
barco sem amarra
a vogar na histeria
de menear sonhos mil
neste mar
revolto e turbulento,
deserto seco e pueril,
não o sei já navegar
perdi-me no tormento
deste mar
onde olho para o infinito,
para o horizonte a fugir,
para a jazida de granito
na qual a água vai cair.

Este mar

Sem uma palavra.

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