Não me arrogo a ser poeta,
arrisco tão só escrever a alma.
Desdita e dejecta,
desprovida de artifícios,
de recantos omissos.
Limpa na desproporção gráfica
da esterilidade dos esquissos.
Tenho-a na palma da mão
envolta numa pétala de rosa,
envolta no pranto do não;
na outra caneta branca
duma alvura que aleija
para afogar a noite manca,
arrancar da cegueira
os olhos que não viam.
Já vai adiantada a sexta-feira.
Talvez seja melhor ver.
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