quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Soneto" do Despertar

O frio matinal, gélido, brutal
fustiga um rosto mal acordado,
um olhar caído, desanimado,
morto pelo sono frugal.

Os passos guiam-me na inconsciência
de apenas seguir em frente,
mesmo esperando a insónia demente
que me conduz para uma eterna falência.

Pouco tenho para me agarrar,
a névoa envolve-me sem escapatória,
entra-me no peito um vicioso ar

E escondo-me nos becos duma história
onde descubro a minha teimosia em errar,
em guardar a doçura da tua memória.

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