quinta-feira, 8 de abril de 2010

"Soneto" da Ciência

É embriagante a poesia
duma flor a desabrochar
numa explosão molecular
que dissipa a noite fria.

Enquanto um Inverno desesperado
se dissocia em mil novas reacções,
cai sob o peso das convulsões
da renovação pura dum mero prado.

Porém a inevitabilidade
do mundo voltar a adormecer
remete-me para a incapacidade...

Incapacidade de compreender
um só átomo da tua superioridade -
que me afunda na patologia emocional do sofrer.

Um comentário:

  1. saem coisas bonitas, não é?
    sai um mundo diferente do entrosamento do sentimento e da intelectualidade.

    mas de que serve serem bonitas para os outros se não as amas? ama o que escreves, joão gramaça. e não consegues amar o que não és livre de amar, mesmo que não sejas livre só por te agarrares com todas as forças a um sentimento que queres que exista e tentares libertar-te de uma intelectualidade que te é claramente natural.

    eu estive aí, onde toda a gente me apontava qualidades. e eu também sentia que mas apontavam de cima. ambos sabemos que tu és bem mais que isso, isso lê-se.

    descobre-o.

    um abraço

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