É embriagante a poesia
duma flor a desabrochar
numa explosão molecular
que dissipa a noite fria.
Enquanto um Inverno desesperado
se dissocia em mil novas reacções,
cai sob o peso das convulsões
da renovação pura dum mero prado.
Porém a inevitabilidade
do mundo voltar a adormecer
remete-me para a incapacidade...
Incapacidade de compreender
um só átomo da tua superioridade -
que me afunda na patologia emocional do sofrer.
saem coisas bonitas, não é?
ResponderExcluirsai um mundo diferente do entrosamento do sentimento e da intelectualidade.
mas de que serve serem bonitas para os outros se não as amas? ama o que escreves, joão gramaça. e não consegues amar o que não és livre de amar, mesmo que não sejas livre só por te agarrares com todas as forças a um sentimento que queres que exista e tentares libertar-te de uma intelectualidade que te é claramente natural.
eu estive aí, onde toda a gente me apontava qualidades. e eu também sentia que mas apontavam de cima. ambos sabemos que tu és bem mais que isso, isso lê-se.
descobre-o.
um abraço