Um leve novelo cinzento
ergue-se diante do meu olhar
perdido no simples acto de sonhar
enquanto o tempo se arrasta lento.
Em nada demoro o pensamento,
no nada me consigo perder,
preso na incapacidade de poder,
de querer libertar-me deste momento.
Sinto a alma afundar-se na melancolia
de te ver e não te ter,
noite após noite, dia após dia.
Volto ao mundo sem querer
e exalo o fumo da minha alegria
para no ar acabar por desaparecer.
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