A paisagem da minha vida
estende-se diante de mim
contemplo-a numa insónia sem fim
dedico-lhe uma noite perdida.
As horas escuras da penumbra
são como séculos de sofrimento
nos quais perco a noção do momento
numa indiferença que me deslumbra.
Sinto nos olhos o ardor
do sono que teima em não vir
preso no meu mundo de rancor.
Um mundo do qual não consigo sair
pois não tenho mais forças para pôr
no esforço de não desistir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário