segunda-feira, 28 de junho de 2010

"Soneto" da Depressão

O leve frio nocturno
é dominado pelo brilho do luar
reflectido na indefinição do olhar
que acentua o desespero soturno.

Não sei se contrarie a razão,
ou se vire as costas para fugir,
se te tente fazer sorrir
ou se caia inanimado no chão.

Assim, observo com amargura
como é alvo dum total desprezo
os traços duma triste figura...

Apaga-se o que esteve aceso.
Perco a esperança numa cura.
Reduzo-me ao cru menosprezo.

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