A amargura da vida
é uma constante definida
pela recusa de ser feliz
cruelmente deduzida
do arrependimento do que não fiz.
És a soma dos quadrados
nos quais tropeço
até ver os joelhos ensanguentados
na teimosia, a roçar o excesso,
de desvendar os intrincados
labirintos do teu sorriso –
uma bela e misteriosa equação,
com a incógnita que em mim eternizo
na infindável procura da tua solução.
Os erros de outrora
escondem-se no vão
das escadas que subo agora
mergulhado na escuridão
de quem perdeu o rumo
algures na miserável solidão
desfocada pela nuvem de fumo
que me enegrece a visão.
E espero com paciência
por uma chama de esperança e lucidez
que lance luz sobre a triste ciência
de sobreviver a um dia de cada vez.
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